É desse jeito

Keka montou esta imagem pra mim num site da internet e acertou na mosca... Se ao menos as manhãs começassem mais tarde...

Valeu pela lembrança, Keka.



Escrito por Alexandre às 08h27
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O Mal, há 60 anos atrás

Auschwitz. Poderia ser o nome do Mal. Embora os nazistas tivessem montado diversos campos de concentração que depois se tornariam fábricas de produzir cadáveres, nenhum deles tem o significado simbólico de Auschwitz, um campo localizado na Polônia onde cerca de 1 milhão e 100 mil pessoas foram mortas. 1 milhão e 100 mil pessoas. O número é quase surreal, de tão absurdo. E foram mortas de muitas maneiras: de fome, de frio, de doenças, mas sobretudo foram mortas nas câmaras de gás e tiveram seus corpos queimados em grandes fornos crematórios.

Em determinado momento, já perto do final da guerra, trens chegavam diariamente trazendo prisioneiros. Muitos eram imediatamente enviados às câmaras de gás. Criou-se em Auschwitz uma impressionante e eficiente máquina de mortes em série, um processo que se tornou industrial, frio, insensível. Funcionava ali, em toda a sua extensão, aquilo que Hannah Arendt chamou de "banalização do mal".

Há exatos 60 anos, tropas de reconhecimento avançado dos soviéticos chegaram até Auschwitz. Encontraram 7.000 pessoas reduzidas a farrapos humanos. Os nazistas haviam fugido e levaram com eles 60.000 outros prisioneiros do campo. Quinze mil morreram nessa fuga. Os sobreviventes - esquálidos, famintos, doentes - mal podiam se manter de pé. Alguns choravam. Outros riam.

Auschwitz, Polônia. Há 60 anos. Para que não seja esquecido jamais.



Escrito por Alexandre às 14h37
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Cada uma

Achei esta aqui no Charges.com.br. É tão idiota que eu não resisti em colocar aqui...



Escrito por Alexandre às 10h58
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Lá vem o Oscar

E saíram as indicações ao Oscar. Eu sei, você sabe e todo mundo que gosta de cinema sabe que artisticamente o Oscar é uma nulidade - os prêmios são decididos mais na base da politicagem do que qualquer outra coisa, e servem também para prestigiar quem trouxe lucros para os acionistas dos estúdios.

Mesmo assim, quem gosta de cinema acaba sempre assistindo à cerimônia de premiação ou pelo menos comentando as indicações e os vencedores.

Este ano tivemos indicações esperadas, ausências gritantes e pelo menos um grande favorito: "O Aviador", de Martin Scorsese, que concorre em 11 categorias. O filme não é favorito por isso, mas porque, não sendo um dos melhores filmes de Scorsese, a indicação em 11 categorias parece querer sinalizar um mea-culpa da Academia, que deixou de premiar o diretor em duas melhores oportunidades, uma por "Touro Indomável", em 1981, e outra por "Os Bons Companheiros", em 1991.

Páreo duro? Talvez, se levarmos em conta a indicação de Clint Eastwood por "Million Dollar Baby" - os outros estão na lista apenas para fazer figuração, o que é uma pena porque o ótimo trabalho do diretor Alexander Payne por "Sideways" merecia concorrer com chances. Mas acho que este ano ninguém tira o Oscar de Scorsese, afinal Eastwood já tem o dele.

Na categoria de melhor ator, claro que Jamie Foxx vai vencer por "Ray" - e, pensando bem, seria uma injustiça não vencer. A curiosidade é a indicação de Clint Eastwood para melhor ator, embora digam que sua atuação em "Million Dollar Baby" é a melhor da carreira. Leonardo DiCaprio, que ganhou o Globo de Ouro (Jamie Foxx também ganhou), não tem chance. Pena que mais uma vez o ótimo Johnny Depp vai sair de mãos abanando.

Para melhor atriz, a briga é mais intensa. Hillary Swank e Imelda Staunton são as concorrentes mais fortes. Imelda, que foi elogiadíssima em "Vera Drake", perdeu o Globo de Ouro para Swank, então pode ser que resolvam premiá-la com o Oscar. Correm por fora Kate Winslet, Annette Bening e uma curiosidade, Catalina Sandino Moreno, atriz desconhecida que fez um filme adorado pelos americanos ("Maria Cheia de Graça", sobre uma mulher que trabalha como mula para traficantes de drogas colombianos), mas cuja presença parece ser apenas para gerar barulho na categoria.

Jamie Foxx concorre novamente como melhor ator coadjuvante por "Colateral", mas acho que aqui o prêmio fica com Morgan Freeman - um veterano e excelente ator - ou Clive Owen, que está muito bem em "Closer" - vale lembrar que ele ganhou o Globo de Ouro por essa interpretação, então é forte candidato.

Já entre as atrizes coadjuvantes, Cate Blanchett é sempre um nome forte, e deve disputar de igual pra igual com Natalie Portman, a vencedora do Globo de Ouro por "Closer". Claro que eu estou torcendo pela maravilhosa Portman - afinal, ela é o novo amor da minha vida -, mas acharia legal se Cate ou Laura Linney - duas atrizes que eu gosto muito - vencessem.

Na categoria de melhor filme de animação, os membros da Academia estariam fora de seu juízo se não premiassem "Os Incríveis", ainda que "Shrek 2" seja um concorrente de peso (sem trocadilhos).

Em se tratando de melhor roteiro adaptado, a curiosidade é a indicação para José Rivera por "Diários de Motocicleta", mas eu suponho que o prêmio ficará ou com "Em Busca da Terra do Nunca" ou com "Sideways". Seria o famoso prêmio de consolação para qualquer um dos filmes, que não têm grande chance nas categorias principais às quais foram indicados - o que é uma pena.

Melhor roteiro original também tem uma surpresa: a indicação para "Os Incríveis", embora o favorito disparado seja "Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças", de Charles Kaufman, que deve ser o vencedor.

Na categoria de melhor filme estrangeiro, o favorito (e quase vencedor por antecipação) é o espanhol "Mar Adentro", de Alejandro Amenábar. Acho muito difícil que ele não vença, embora esta categoria costume surpreender às vezes.

A grande ausência, dizem, é a de Javier Bardem como melhor ator por "Mar Adentro", que seria uma omissão imperdoável da Academia. Acredito, e pelo pouco que vi do filme até agora Javier Bardem está estupendo, e merecia o reconhecimento - que ele obteve no Globo de Ouro, embora tenha perdido para... Leonardo DiCaprio (?!?). Liam Neeson também parece ter um bom trabalho em "Kinsey", biografia do polêmico sexológo norte-americano, mas igualmente foi esquecido. Ao menos Laura Linney foi lembrada.

Só achei que o grande injustiçado foi "Closer - Perto Demais", que merecia uma indicação a melhor filme e diretor, além das duas que recebeu para as categorias de atores coadjuvantes. E dizem que a inclusão de "Ray" para melhor filme não seria merecida, apesar da excelente interpretação de Jamie Foxx.

A bolsa de apostas está aberta. Confira a lista dos indicados e chuta aí... quem você acha que leva? Será que Scorsese será finalmente homenageado, mesmo que pelo filme errado?



Escrito por Alexandre às 20h08
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Boa companhia

Noite de domingo. Ao invés de ficar em casa pensando que tenho de trabalhar na segunda e ouvir aquela musiquinha deprimente do Fantástico, fui assistir a um filme na casa da Keka, juntamente com a Ana Cláudia. O filme era bobinho, mas como eu gosto de comédias românticas bobas (é, eu gosto sim, por que? Vai encarar?), acabei gostando do filme apesar do Adam Sandler (até que ele estava contido nesse filme). Pra variar, as comidas kekianas são sempre muito boas também... Junte a isso o bom papo, e resgatei um domingo até então absolutamente insosso.

Valeu pela noite, gáááááátans.



Escrito por Alexandre às 14h27
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Perto demais da verdade

Acabei de assistir ao melhor filme de 2005 - pelo menos até agora (e só no Brasil, já que lá fora ele foi lançado em 2004): Perto Demais (Closer, no original em inglês). Dirigido por Mike Nichols, que depois de algumas escorregadas nos anos 90 parece que recuperou a verve e o brilhantismo dos tempos de Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, o filme é uma das raríssimas obras feitas para adultos em uma Hollywood cada vez mais adolescente e descerebrada.

Baseado numa peça escrita pelo britânico Patrick Marber sobre dois casais que se envolvem e se separam e se alternam e tornam a se separar (dito assim parece um filme sobre swing, eu sei), o filme tem diálogos brilhantes, personagens que parecem gente de verdade, e não figuras de cartolina com a profundidade de um pires, e um trabalho de direção elegante, preciso, sem excessos. Os quatro atores centrais (Julia Roberts, Clive Owen, Jude Law e Natalie Portman) estão excelentes - Natalie Portman é o novo amor da minha vida, pena que ela não saiba disso.

Cru e direto ao desnudar a psicologia dos personagens, o roteiro não faz concessões a soluções fáceis ou a finais felizes. Faz pensar, e isto já diz muito nestes tempos de burrice universal.


O problema quando a gente assiste a um filme assim são os inconvenientes de uma sala de cinema cheia, porque sempre tem os tapados, os descerebrados e os anencéfalos que atrapalham a concentração e a catarse. Hoje, por exemplo, dei azar de sentar ao lado de criaturas abjetas e desprezíveis que passaram o filme inteiro - juro, o filme inteiro - comentando o que acontecia na tela, invariavelmente não entendendo muito bem o que acontecia. A anta que estava ao meu lado se embananava com a passagem de tempo pouco convencional e abrupta colocada pelo roteiro e dizia "Diabo é isso?" a cada 10 minutos. O pior é que alguma outra ameba tentava explicar pra ela o que estava ocorrendo, e eles começavam uma animada discussão sobre o que havia acontecido 10 minutos atrás. Sem falar que riam de coisas que não tinham graça, o que me levou a pensar em chamar uma ambulância, já que parecia um caso evidente de curto-circuito dos (dois) neurônios que possuíam. Ok, que cada um possuía, não sejamos tão cruéis.

Aí eu penso: será que eu sou tão diferente assim das outras pessoas? É nessas horas que eu fico me achando um ET e que eu caí neste planeta por acaso. Ou então eu sou muito nojentinho.


De qualquer forma, em homenagem às formas de vida não-pensantes que estavam ao meu lado no cinema hoje, aqui vão os 5 principais tipos de chatos cinematográficos:

- Os Anencéfalos: são aqueles que não estão entendendo bulhufas do filme e ficam perguntando a seus acompanhantes o que está acontecendo na tela. E não estou me referindo a nenhum filme do David Lynch, estou falando de coisas simples, que exigiriam pelo menos três neurônios - mas, como os anencéfalos só têm dois, eles ficam boiando e atrapalhando a diversão dos outros, já que sempre tem alguém explicando pra eles o que aconteceu. Claro que esta explicação, via de regra, não é suficiente, e cinco minutos depois eles estão enrolados novamente e perguntando porque o personagem tal fez tal coisa.

- Os Galvões Buenos: são aqueles que ficam comentando e narrando o filme; assim como o locutor global, eles invariavelmente enchem o saco de qualquer um com comentários estapafúrdios e idiotas do tipo "olha que vestido lindo que ela está usando" ou "não acredito que ele vai entrar na casa bem nessa hora" ou "atira, bicho burro!". E fazem isso o filme inteiro. O filme inteiro.

- Os Glutões: estes não foram assistir ao filme - eles foram lanchar, jantar ou qualquer coisa assim, o filme é meramente acessório. Entram no cinema com trocentos quilos de comida - pipoca, refrigerante, balas, chicletes, sanduíches, jujubas, o escambau. A impressão que eu tenho é que lá fora caíram umas 3 ou 4 bombas atômicas e eles estão estocando alimentos pra suportar um longo inverno nuclear. E invariavelmente, naquela cena de suspense em que todos estão em silêncio, com a atenção total no filme, eles abrem um daqueles ruidosos pacotes de batatas fritas - scrép, scráp, scrép; lá se foi a minha concentração.

- Os VTC (Viciados em Telefones Celulares): estes são clássicos; ignoram todo e qualquer aviso para desligar os celulares e lá pelo meio do filme, quando eu estou concentrado na história, o celular deles toca escandalosamente. O pior é que, ao invés de desligarem, eles resolvem atender. Pior do que isso, ao atender eles não conseguem desligar rapidamente. Certa vez fui testemunha de um diálogo inacreditável: Bling-Bling-Bling! "Alô? Não, tô no cinema. Não sei o nome do filme, peraí" (vira-se para o acompanhante) "O nome é ..." (não lembro agora qual era o filme que eu estava a assistir) "É legal, é a história de..." (e começa a contar a trama do filme - a esta altura eu estou quase tomando o celular à força e enfiando-lhe naquele lugar onde o sol não bate) "Tá bom. Ei, você vai sair mais tarde?" E por aí teria continuado, na maior tranqüilidade, se outras pessoas não tivessem se incomodado também.

- Os Neandertais: fazem parte de uma espécie que não evoluiu nos últimos 300 mil anos. Geralmente andam em bando e são jovens. O objetivo deles no cinema é fazer balbúrdia e confusão, rir alto, rir de qualquer coisa, fazer piadinhas com o filme, etc. E se alguém se mostra incomodado, aí a coisa piora: os neandertais fazem mais barulho ainda, tal qual macacos que gritam para espantar os predadores. Não é que eles não tenham cérebro; é que o cérebro não evoluiu o bastante para sair do estado primitivo, selvagem e animalesco que caracteriza essa sub-espécie. Todo cinema deveria possuir rifles com dardos tranqüilizantes e jaulas para prender essas bestas selvagens. Poderiam até ganhar uma grana vendendo-os para um zoológico.

É, acho que eu sou nojentinho mesmo.



Escrito por Alexandre às 22h11
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Globo de Ouro sem surpresas

Foi o que todo mundo esperava, com uma pequena exceção. A cerimônia de entrega dos Globos de Ouro (Golden Globes Award), prêmio concedido pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, e tradicionalmente visto como uma antecipação do Oscar, não teve nenhuma grande surpresa.

Jamie Foxx recebeu o prêmio de melhor ator em musical ou comédia, por sua "encarnação" de Ray Charles na cinebiografia do músico, "Ray". Ele era o favorito na categoria, e é também o favorito ao Oscar, mesmo com a concorrência de Leonardo DiCaprio, que venceu por "The Aviator" na categoria drama.

Martin Scorsese, de "The Aviator", mais uma vez saiu de mãos abanando, embora, reconheça-se, a briga era dura contra o ótimo trabalho de Clint Eastwood em "Million Dollar Baby", que acabou sendo premiado. Pode ser que seja compensado com um Oscar, mas esta categoria estará em aberto naquela premiação.

"Sideways" levou os prêmios de melhor filme na categoria musical/comédia e de melhor roteiro, o que o credencia, no máximo, a melhor roteiro no Oscar.

A única surpresa, em termos, foi a vitória de Hillary Swank como melhor atriz em "Million Dollar Baby" - a favorita era a britânica Imelda Staunton por "Vera Drake". Esta vitória, a meu ver, esvazia as chances de Imelda ganhar o Oscar - de mais a mais, alguém acha que a conservadora Hollywood iria premiar uma atriz de um filme que é francamente a favor do aborto, ainda mais nestes espinhosos tempos de ignorância Bushística? E a premiação de Annette Bening como melhor atriz em musical/comédia por "Being Julia" não me parece qualificá-la para concorrer seriamente ao Oscar.  

O drama "Closer" também revela dois favoritos ao prêmio de atores coadjuvantes - Natalie Portman e Clive Owen, que foram premiados como melhor atriz e ator, respectivamente.

Até na categoria de filme estrangeiro deu o que se esperava - o espanhol "Mar Adentro" derrotou "Diários de Motocicleta" e já é explicitamente o favorito ao Oscar na mesma categoria.

Resta saber, claro, quem serão os indicados ao Oscar, mas se as indicações seguirem o que se viu nos Golden Globes, então os favoritos ao prêmio já estão definidos.



Escrito por Alexandre às 09h01
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Mais nomes para "Super-Homem"

E continua a escalação do elenco para a nova versão de "Super-Homem", dirigido por Bryan Singer.

Novas informações indicam que James Marsden deverá interpretar Richard White, um suposto interesse romântico de Lois Lane (hmm, isto não me cheira bem...). Marsden trabalhou sob o comando de Singer nos dois filmes da série X-Men, interpretando o herói Ciclope. Cá entre nós, o sujeito é mais inexpressivo que um pé de alface, mas como é um personagem secundário...

Já Hugh Laurie teria sido escolhido para um papel de maior relevância, o de Perry White, editor-chefe do jornal "Planeta Diário", onde Clark Kent e Lois Lane trabalham. Parece que o personagem dele e de Marsden têm algum parentesco... Vamos ver no que vai dar isto.


James Marsden, bonitinho mas ordinário...

Hugh Laurie: "É um pássaro? É um avião?"


 



Escrito por Alexandre às 00h43
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Outros mundos

Quando eu era criança, sonhava em ser astronauta. (Acho que boa parte das crianças teve este tipo de desejo; ninguém, em sua tenra infância, jamais deve ter sonhado em ser auxiliar de escritório...)

Eu ficava fascinado com o espaço, viagens estelares, aquela imensidão escura e silenciosa... Quando assisti a 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, quase tive um orgasmo. Ainda hoje o espaço e qualquer coisa relacionada a ele me fascinam. Não é à toa que o meu jogo de computador predileto é o Alpha Centauri.

Meu velho fascínio voltou à tona nos dois últimos dias enquanto eu acompanhava as notícias sobre a chegada da sonda Huygens a Titã, o maior dos satélites de Saturno. Tinha tudo pra dar errado, mas Murphy não se manifestou desta vez e a sonda não apenas pousou intacta como ainda enviou... imagens da superfície de Titã! Acho que este é um passo importantíssimo e decisivo no progresso tecnológico da nossa espécie. Conseguimos pousar com sucesso um artefato num corpo celeste localizado a quase 1 bilhão e 500 milhões de quilômetros do nosso planeta!

Talvez muita gente não compartilhe do meu entusiasmo ("que coisa mais nerd"), mas o fato é que, se não exterminarmos a nós mesmos nos próximos anos, eventualmente teremos de procurar outro lugar para morar, precisaremos nos expandir rumo a outros planetas... A pequena sonda Huygens, com suas imagens meio borradas de Titã, com seus microfones captando a atmosfera de um mundo que nunca tínhamos visto ou ouvido tão de perto, pode ser muito bem um dos passos importantes rumo à colonização de outros planetas.

Imagem da sonda Huygens mostra superfície de Titã: o Homo Sapiens chegou longe.



Escrito por Alexandre às 19h56
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Sujeito esperto

O produtor de cinema Jerry Bruckheimer é um sujeito esperto. Conhecido por produzir blockbusters de ação descerebrados, como A Rocha, Con Air, Bad Boys e Pearl Harbor, Jerry viu no sucesso do romance O Código Da Vinci, escrito por Dan Brown, uma potencial mina de ouro cinematográfica.

Só que ele chegou atrasado, pois os direitos de filmagem do livro foram comprados pela Sony, que contratou o produtor Brian Grazer e o diretor Ron Howard para comandar a adaptação.

O que fez o nosso herói, então? Resolveu aproveitar-se desse sucesso e lançar um pastiche cinematográfico do livro, com o título de National Treasure (no Brasil, A Lenda do Tesouro Perdido). Todos os elementos que fizeram a fama do livro estão lá: maçonaria, cavaleiros templários, a busca por um segredo milenar, a decifração de pistas codificadas... Só faltou o componente religioso. Até mesmo a dupla central e suas peripécias foram copiadas do livro: Nicholas Cage e Diane Kruger procuram decifrar uma série de pistas e códigos que levam a um suposto tesouro milenar, enquanto são perseguidos pelos vilões e pelo FBI. No livro, os personagens Robert Langdon e Sophie Neveu procuram decifrar uma série de pistas e códigos que levam a um segredo milenar, enquanto são perseguidos pelos vilões e pela polícia francesa.

Nada como ser esperto e faturar uns trocados em cima do sucesso alheio... ;)

Ah, e o filme é apenas razoavelmente divertido. 



Escrito por Alexandre às 09h29
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Ian Curtis na tela grande

Estou desde já salivando: a vida de Ian Curtis, mítico vocalista da melhor banda de todos os tempos, o Joy Division, vai virar filme. O título deverá ser "Control", e o roteiro deve se basear no livro "Touching from a Distance", escrito pela viúva de Curtis, Deborah, no qual ela detalha a personalidade do cantor e o casamento dos dois.

O diretor será Anton Corbijn, que ficou famoso como fotógrafo e designer - dirigiu o clipe de "Atmosphere", do Joy, e fez as primeiras fotos de divulgação da banda, além de ter trabalhado, entre outros, com o Echo and the Bunnymen (inclusive dirigindo clipes da banda) e com o U2.

A produção deverá ficar a cargo de Tony Wilson, ex-mandachuva da Factory, famosa gravadora indie que lançou os discos do Joy e de várias outras bandas de Manchester. Parece que o envolvimento de Wilson no projeto teria sido uma exigência de Deborah e da filha de Ian, Natalie. Ainda não há nomes para o elenco do filme; o boato segundo o qual Jude Law faria o papel de Ian não deve passar de boato.

Anton Corbijn tem estilo, mas não tem muita experiência como diretor - dirigir videoclipes é bem diferente de dirigir um longa metragem. É preciso que o roteiro seja realmente muito bom. Espero também que Deborah Curtis não tenha uma mão muito pesada na produção, no sentido de tentar "suavizar" quaisquer aspectos negativos da personalidade de Ian. Veremos.



Escrito por Alexandre às 22h35
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Mais Super-Homem

Mais uma sobre o novo filme do Super-Homem, que começará a ser dirigido (provavelmente em março) por Bryan Singer. Kevin Spacey está confirmado como Lex Luthor no filme.

Também se diz que o novo filme não será uma refilmagem do primeiro Superman, de 1978, dirigido por Richard Donner. Ou seja, não esperem encontrar no filme a origem do super-herói.

Lex Luthor faz pose de simpático enquanto aguarda a chegada de um carregamento de kryptonita



Escrito por Alexandre às 11h35
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Hã?

Sinto uma necessidade de escrever, sinto que as palavras pululam em minha boca, mas olho a tela branca do computador e não sei o que colocar. Terá a literatura fugido de mim? Será que ela brinca de esconder, agachando-se por trás das mediocridades do cotidiano? Será que ela me espreita na fila do banco, atrás da bomba de gasolina, dentro do armário da cozinha?

Olho ao redor e vejo minha vida parada, movendo-se lentamente a cada dia como por inércia, sem perspectivas, sem projetos, sem objetivos. Mas não é esta a natureza de tudo o que vive? Ou há algum plano que desconheço e que eu deveria seguir? Certamente a sociedade valoriza aqueles que parecem alcançar algo. Penso em fazer uma nova faculdade, talvez um mestrado, mas então sou invadido por uma preguiça infinita, motivada menos pelo desejo de nada fazer do que pela certeza de que fazer algo é nada.

Tenho alguns amigos, mas deles me sinto distante às vezes; é como se houvesse uma espécie de campo de força que me separa dessas pessoas. Talvez este mesmo campo de força tenha me isolado e me separado da minha esposa, acima e além de quaisquer incompatibilidades que eu pudesse ter em relação a ela.

Na verdade, percebo que sou muito menos incompatível com pessoas e coisas do que eu imaginava há alguns anos atrás. Imerso no orgulho dos meus quinze anos, achava que viveria sozinho para sempre; os outros eram apenas um estorvo, o “inferno”, no dizer de Sartre. Hoje percebo que tenho uma tolerância quase infinita com tudo e com todos. Sou maleável, adaptável, infiltro-me em qualquer brecha, em qualquer espaço. Consigo rir das piadas deles, até falo como eles.

E, mesmo assim, não me vejo fazendo parte da vida que eles vivem. Assim como eles, todo dia faço as mesmas coisas: acordo, tomo um banho, engulo algo no café da manhã, venho para o trabalho, rabisco qualquer coisa inútil no computador (e ainda me pagam por isso, vejam só), volto para casa, tomo outro banho, navego na internet, leio um livro, jogo algum dos meus jogos para computador, vejo o noticiário com as mesmas notícias de sempre, lavo louça, fumo cigarros e vou dormir.

Os outros parecem satisfeitos com esta vida. Por que então eu não estou satisfeito? Alguns diriam: largue tudo, bote uma mochila nas costas e vá conhecer o mundo. Só que isto também não me satisfaria, tenho certeza. O mundo não é tão grande assim para que eu possa encontrar um lugar onde não pensaria no que me incomoda.

Para piorar, estou ficando velho. Meu corpo não tem mais o mesmo metabolismo de antes. Meia dúzia de cervejas já me deixam mal no dia seguinte. (Ok, os cigarros contribuem para isto.)

Mas o mais interessante é que não acho a vida ruim, de forma alguma. Há nela coisas desagradáveis e coisas agradáveis, e até agora tenho observado um equilíbrio satisfatório entre estas partes. Também não sou clinicamente um depressivo que não se interessa por nada. É isto o que realmente me intriga. Seria mais fácil se eu fosse um depressivo crônico, daqueles que precisa tomar remédios. Mais fácil porque seria uma explicação.

Quando eu morrer, caso exista um deus e vida após a morte, certamente vou fazer a ele esta pergunta: por quê?

Espero que ele me dê uma boa razão.



Escrito por Alexandre às 14h50
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A nova Lois Lane?

Aqui no Aftas Ardem você soube em primeira mão que Brandon Routh foi escolhido pelo diretor Bryan Singer para viver o Super-Homem no novo filme que deverá começar a ser rodado em breve. (Não viu? Clique aqui).

Agora, em primeira mão, você fica sabendo que provavelmente a escolhida para interpretar Lois Lane no filme será a atriz Kate Bosworth, pelo menos a boataria está forte nesse sentido.

Aqui vai uma foto da moça, evidentemente ainda sem os negros cabelos da repórter do Planeta Diário:

É, o Aftas Ardem também tem seus dias de Contigo...



Escrito por Alexandre às 13h00
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Moça com brinco de pérola

Fim de semana assistindo filmes no DVD...

E uma pequena surpresa: Moça com Brinco de Pérola, dirigido por Peter Webber e com a maravilhosa Scarlett Johansson no papel principal. O filme romantiza um período da vida do pintor holandês Johannes (ou Jan) Vermeer, que viveu no século XVII e deixou algumas obras-primas da pintura que revolucionaram a maneira de enxergar a luz. Eu digo "romantiza" porque não se sabe muita coisa sobre a vida de Vermeer. Sabe-se, com certeza, que viveu em Delft, tendo nascido em 1632 e morrido em 1675.

O roteiro do filme especula sobre quem teria sido a modelo que posou para o célebre quadro Moça com Brinco de Pérola, pintado por volta de 1665. Segundo o filme, a modelo poderia ser uma jovem que, pressionada por dificuldades financeiras da família, vai trabalhar como criada na casa do pintor.

O filme tem um acurado e perfeito trabalho de reconstituição da época em figurinos, cenários, decoração etc. Mas o que mais impressiona é o uso da fotografia para recriar a luz e as cores presentes na obra de Vermeer. Quem é apaixonado por pintura não tem como não ficar arrepiado na cena em que a criada começa a abrir as persianas do estúdio do pintor - parece que estamos diante de um quadro de Vermeer em movimento. Palmas para o diretor de fotografia, o português Eduardo Serra.

Em termos dramáticos, o filme especula sobre um possível envolvimento entre Vermeer e a jovem criada. Scarlett está perfeita no papel, e tem alguma semelhança com a modelo do quadro. Um filme intimista, lento, feito de cenas que parecem pinturas, sem grandes arroubos melodramáticos, naquele tom contido em que os ingleses são mestres. Desde já é um dos meus preferidos dos últimos anos, talvez porque eu seja um grande fã de Vermeer.

Moça com Brinco de Pérola, também conhecido como Moça de Turbante ou Moça de Turbante Azul, pintado por volta de 1665 por Jan Vermeer. O quadro encontra-se atualmente exposto num museu em Haia, na Holanda.



Escrito por Alexandre às 09h40
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Alexandre
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