Ano novo, blog novo, vida velha

Estou de volta para anunciar que este blog vai mudar de endereço: vou cair fora do UOL e postar no Blogger a partir de hoje.

As razões são principalmente duas: o blogger é mais fácil de configurar (alô, Keka!) e não fica me desconectando se eu demoro mais de quinze segundos pra escrever uma frase - e eu demoro mais de quinze segundos pra escrever uma frase, não porque eu digite devagar, mas porque eu penso no que vou escrever - ha!

Além disso, com o blogger eu posso usar o Firefox, enquanto que com o UOL sou obrigado a usar o Interneca Explorargh e seu rosário de vulnerabilidades virtuais.

Enfim, a mudança será para melhor. Por enquanto, o Aftas Ardem versão blogger ainda está mais feio do que o buraco do metrô de São Paulo, mas em breve isso será corrigido, com o auxílio luxuoso dos amigos - porque eu mesmo sou uma negação na hora de desvendar o HTML, um troço que pra mim é mais difícil de destrinchar do que a obra completa de Immanuel Kant.

Vou continuar a manter esta versão do Aftas em aberto, mesmo sem ser atualizada, para aqueles que quiserem acessar o túnel do tempo (até parece que alguém lê isto aqui). Mas todas as atualizações estarão na versão nova do Aftas.

E, last but not least, o endereço novo é:

http://aftas-ardem.blogspot.com/

Quem quiser pode atualizar seus favoritos. (Hahahaha, essa foi muito boa, muito boa mesmo! Até parece que alguém me colocou nos favoritos! Hahahahaha!)



Escrito por Alexandre às 20h18
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Um plágio às avessas

Minha boa amiga Érika colocou em seu blog um texto de ficção sobre relacionamento, e eu, como bom escrotinho, resolvi sacaneá-la e fazer a minha versão "garoto-enxaqueca" do texto... Recomendo que leiam primeiro o texto da Érika (clique aqui) para depois ler o meu. Espero que ela não se ofenda com este plágio às avessas, foi feito com muito carinho...


O despertador não tocou, mas ele acordou sobressaltado. Ao olhar para o lado esquerdo, assustou-se em ver que ela ainda estava ali, imersa em um sono pesado. Sentiu-se imediatamente angustiado, como se um peso invisível lhe pressionasse a cabeça. Cuidando para que ela não acordasse - não queria ter de lidar com isso, não queria dizer bom-dia -, ele se levantou e foi até o banheiro. No espelho, seu rosto denunciava a passagem do tempo, talvez esse fosse o peso, talvez essa fosse a única coisa constante. Com o olhar amuado, reconhecia aquela mesma expressão de tantas outras vezes: infelicidade pura e simples. A noite havia sido horrível. Como ele já esperava.
Na cozinha, enquanto preparava displicentemente um café - preferia estar dormindo, mas ela roncava como um motor de picape desregulado -, ele ligou o rádio em volume baixo, não vamos acordá-la, não quero ouvir a voz dela. Uma música velha se espremia pelo rádio, música que ele já ouvira antes mas nunca prestara atenção, e que definitivamente o irritava agora.

"Oh baby baby
how was I supposed to know
That something wasn't right here"

Hehe, vejam só como são as coisas.

Com a xícara de café nas mãos, arrastou-se pesadamente pelo corredor até o quarto, movido por um impulso idiota de acreditar que ela poderia ter se desvanecido, talvez dissolvida pela fina luz do sol que abria espaço entre as cortinas. E foi. Mas que merda, ela continuava lá. Ainda adormecida, os cabelos desarrumados como os de uma bruxa, o travesseiro com uma mancha de baba, o ronco da picape agora mais constante.

Lentamente caminhou até a sala, a música continuava insistente no rádio.

"My loneliness is killing me
I must confess, I still believe
When I'm not with you I lose my mind
Give me a sign
Hit me baby one more time"

Putz, 'hit me baby one more time'? Que vagabunda desesperada, ele pensou.

E sentou-se, deixando o corpo cair cansado sobre a cadeira, sabia que não era ela a pessoa, tinha certeza disso. Ela havia invadido seu espaço de forma sub-reptícia, e, quando ele se deu conta, a tão conhecida sensação de que errara mais uma vez se impôs com uma clareza até tranqüilizadora, como se ele soubesse que aquele era seu caminho. E, quem diria, ela até conseguia fazê-lo sorrir agora, pois sabia que a má companhia é pior do que qualquer solidão. Ela fazia planos, tinha desejos, e ele se perguntava em que ponto da estrada as coisas tinham tomado aquele atalho desagradável. Depois de tanto tempo esperando, não havia mais o que esperar. Será que ela o entenderia? Provavelmente não. A noite tinha sido ordinária, banal, como tantas outras desde que a paixão murchou como uma planta velha num quintal abandonado. Ele esperava que fosse a última dessas noites. Mas ambos dormiram logo em seguida, e ela não vira o cansaço nos olhos dele. Esperava que ela pudesse perceber isso e poupá-lo do desgaste e do trabalho que ele teria.

Do quarto emergiu um ruído baixo, e mentalmente ele entoou os acordes da música de "Tubarão".

Ao se voltar para a porta, ela estava parada diante dele, com aquele sorriso idiota dos que nada compreendem, bem que ele queria sorrir assim, mas seu rosto cansado não o permitia mais. Aproximou-se dela e olhou-a nos olhos, esperando que ela percebesse a certeza que agora vazava de cada um dos poros de seu corpo, mas ela nada viu. E ainda teve a audácia de dizer "bom-dia". Resignado, ele a abraçou e sentiu que teria muito trabalho para se desvencilhar dela e voltar a seu lugar perfeito, em que ninguém o aborrecesse tanto quanto ele mesmo.



Escrito por Alexandre às 17h41
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A despedida de um gênio

Eu tinha planejado não falar mais de Fórmula 1 neste blog, mas como o Cockpit (meu blog específico sobre o esporte) está abandonado há vários meses, e o Aftas Ardem é o único que vem recebendo atualizações, decidi comentar aqui mesmo, até porque se trata de um momento único na história desse esporte: o anúncio de que Schumacher vai mesmo se aposentar ao final desta temporada.

E o anúncio foi feito por ele mesmo, agora há pouco, na entrevista coletiva tradicional que reúne os 3 primeiros colocados depois de cada GP. E quem foi o vencedor do Grande Prêmio da Itália, disputado no circuito de Monza? Ele mesmo, o alemão.

Não poderia haver momento melhor para o anúncio: vitória (a de número 90 na carreira, um assombro) conseguida na casa da Ferrari, diante dos fanáticos tifosi - os torcedores da equipe do cavalinho empinado -, e tendo reduzido sua diferença para Alonso no campeonato a meros 2 pontos, e ainda por cima vendo o rival abandonar a prova com uma quebra de motor.

Ou seja: o momento é o mais favorável possível para o anúncio, uma forma de sair por cima, no auge da glória.

É verdade que o campeonato ainda não acabou, que ainda restam 3 corridas (China, Japão e Brasil) e que Alonso é um piloto de muito talento e poderia ser campeão, mas a esta altura ninguém imagina que Schumacher vá embora sem conquistar o seu - pasmem! - oitavo título mundial.

Uma prova disso foi dada neste final de semana, quando Alonso foi punido pelos comissários do GP de Monza por supostamente ter prejudicado Felipe Massa no treino de classificação. Ficou no ar o cheiro de armação para favorecer a Ferrari, derrubando o espanhol da quinta para a décima posição no grid. Eu sou ferrarista, e sempre fui fã de Schumacher, mas tenho de admitir que a punição a Alonso me pareceu uma tremenda sacanagem, especialmente porque o espanhol não parece ter feito nenhuma manobra proposital para prejudicar Massa.

Mas o fato é que Schumacher está indo embora. Tem tudo para conquistar mais um título e pendurar as chuteiras - ou melhor, as sapatilhas - em grande estilo, fugindo do destino de outros ex-campeões, que deixaram o esporte amargando resultados ruins ou inexpressivos e vendo pilotos mais jovens ocuparem seus espaços. Schumacher foi esperto em perceber que esse momento estava se aproximando. Remanecescente dos tempos de Senna, quando ele era o piloto jovem que vinha ocupar espaço, Schumacher viu nos últimos anos uma nova geração tomando conta da categoria: Raikkonnen, Alonso, pilotos ainda jovens com sede de conquistas. Hoje mesmo, no pódio, estava a prova disso: Raikkonnen na segunda colocação e o estreante polonês Robert Kubica, de somente 21 anos, chegando em terceiro apenas em sua terceira corrida na Fórmula 1. E Schumacher só não foi obscurecido por esses pilotos porque é Schumacher, um gênio do esporte, uma dessas figuras lendárias que aparecem a cada duas ou três gerações, e certamente um nome com o qual sempre serão comparados os futuros campeões da Fórmula 1.

O campeonato não acabou, mas desde já eu fico triste por saber que no ano que vem não teremos mais nas pistas um piloto genial, capaz de vencer sob circunstâncias adversas, com total controle sobre seu carro, sempre extraindo o melhor da máquina, rápido como poucos que o antecederam. Valeu, Schumi! E que venha a nova geração, certamente menos brilhante, mas o show deve continuar.



Escrito por Alexandre às 10h20
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Uma descoberta

De folga do trabalho por questão de necessidade do serviço - só isso explica estar em casa em plena terça-feira à tarde. Claro que estou com um sorriso imenso no rosto - trabalhar é uma bosta.

Entro na internet e coloco pra tocar o Man-Made do Teenage Fanclub. E de repente me dou conta de como o disco é bom. Quando o ouvi pela primeira vez, achei que faltava pegada, tudo era muito calminho, um troço meio folk... Pensei: os caras tão velhos, não vão fazer mais um negócio esfuziante como o Bandwagonesque, discaço que eles soltaram no distante ano de 1991.

Mas o Man-Made tem uma qualidade que eu não tinha conseguido definir antes, e descobri agora, por acaso, enquanto navegava pela internet com o disco rolando em segundo plano: Man-Made é atemporal. É aquele tipo de música que não parece pertencer a nenhuma época, como se fosse uma coisa instintiva, inscrita nos genes de quem curte rock'n'roll. Você ouve o disco e é tudo clássico, tudo desce redondinho. Você não fica comparando com esta ou aquela banda, porque a música não parece com nada e parece com tudo o que você já ouviu. As guitarras, as vozes, os arranjos perfeitos, e de repente eu me pego com uma nostalgia de um tempo que nunca existiu mas que sempre pareceu existir. Eu sei, é complicado de definir, só quem ouvir o disco vai entender.

E pra quem ouvir e não entender, pelo menos tem de admitir que uma banda capaz de fazer uma música tão bonita como "Only with you", com um pianinho que parece pingar melancolia, continua tão fuderosa como era nos tempos do disco com o saquinho de dinheiro na capa... Longa vida ao Teenage Fanclub, que não precisa estar na moda para superar qualquer moda.



Escrito por Alexandre às 14h18
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Pimenta no Orkut dos outros é refresco

De acordo com esta matéria da Folha de S. Paulo, o Google estuda a possibilidade de fechar o Orkut no Brasil. O motivo é simples: a Justiça brasileira vem exigindo que a empresa forneça informações sobre possíveis criminosos que estariam agindo através do site - e quando eu falo criminosos, tem de tudo: pedófilos, traficantes de drogas, racistas, hackers especializados em roubar dados de internautas menos espertos, e por aí vai.

O Google diz que se não for possível chegar a um acordo com a Justiça, ou se não for possível coibir os excessos dos usuários brasileiros, então a possibilidade de fechar o serviço aqui é bem grande.

Os brazucas tomaram o Orkut de assalto, primeiro numa brincadeira besta de "vamos ganhar dos americanos em número", e depois seqüestrando o site para propósitos obscuros, como promover a pedofilia, o racismo e até para vender drogas. Dizem até que tem bandido do PCC com perfil no site.

Os americanos, que de sua parte não gostam nem um pouco do que eles consideram a "gentalha" que vive do lado de baixo do Equador, pularam fora do Orkut e migraram para outras redes de relacionamento onde eles ainda são maioria, como o MySpace ou o Friendster.

Claro que nem todos os usuários brasileiros do Orkut são bandidos ou canalhas - em qualquer espaço social há as pessoas decentes e as sórdidas -, mas vejam só este número: em apenas três meses, a ONG Safernet recebeu 34.715 denúncias de pornografia infantil no Orkut. Se uma pesquisa semelhante for feita nos sites de relacionamentos dominados por americanos, tenho certeza de que esse número será infinitamente mais baixo.

E isso quer dizer o quê? Não significa que os americanos sejam mais decentes que os brasileiros; significa, isto sim, que nos EUA existe punição severa para certos tipos de crimes, não importa que sejam cometidos pela internet ou fora dela. O pedófilo americano pensa dez vezes antes de criar uma comunidade de pornografia infantil num desses sites de relacionamento, porque sabe que em pouco tempo agentes do FBI vão bater à sua porta.

Mas no Brasil, o país da putaria, onde tudo é permitido (e o que não é permitido não é combatido), os bandidos se sentem à vontade para fazer o que quiserem na internet, confiando na impunidade.

É por essas e outras que eu tenho pensado em cometer "orkuticídio" e cair fora desse cafofo da bandidagem no qual o Orkut tem se transformado...



Escrito por Alexandre às 21h09
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Mensagem de retorno número 3258-F

Olá. Este é um post automático. Registro aqui o retorno do proprietário deste espaço virtual. Foi-me pedido que fizesse esse registro porque o autor declarou - abre aspas - não ter mais cara pra fazer outro post falando que não escreve há muito tempo - fecha aspas. Como sou uma inteligência artificial avançada, sem emoções, o autor julgou que eu seria - abre aspas - perfeito para a função - fecha aspas. Este é o fim do post automático. Obrigado pela visita. Ass. Brainiac.


Estou de volta, mais entediado do que nunca. Nada de novo sob o sol. As eleições vem aí, e os mesmos candidatos, com as mesmas conversas de sempre, aparecem para tentar se eleger (ou reeleger) e continuar mamando um pouco mais nas generosas tetas do poder. Que o país está podre, isso todos estão cansados de saber. Está mais podre do que fatia de queijo esquecida na geladeira por vários meses (é, aconteceu comigo).

Tive que reinstalar o programa do Bill Gates depois de uma pequena atualização no computador, então perdi tudo aquilo que eu não tinha backupeado (sorry, língua Portuguesa). Só aí eu me dei conta de que não perdi muita coisa. É incrível a quantidade de lixo que a gente vai acumulando no computador achando que aquilo vai servir pra alguma coisa algum dia, ou achando que é importante. Minha antiga pasta "Meus Documentos" parecia um aterro sanitário. E eu já começo a acumular lixo de novo.

Fui ver o filme novo do Superman. Olha, não é um clássico como foi o primeiro, mas não faz vergonha ao personagem de jeito nenhum. É movimentado, trata o Super com respeito e o Brandon Routh, que interpreta o herói, está convincentemente parecido com Christopher Reeve - é como se ele tivesse pensado: "não dá pra melhorar o que já é perfeito, então vou apenas copiá-lo". Com direito a ajeitadinha nos óculos e tudo.



Escrito por Alexandre às 14h28
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Copa... no trabalho

E começa a copa. Cerimôniazinha de abertura bem chinfrim, como todas as aberturas de copa. Aquela música tema é muito chata.

Primeiro jogo, Alemanha tasca um 4 a 2 em cima da Costa Rica. Mas os germânicos não estão com essa bola toda, se a Costa Rica fosse melhorzinha ia dar trabalho.

Segundo jogo, o Equador vence a Polônia por 2 a 0. Ô time ruim esse da Polônia. O Equador não é um primor futebolístico, mas fez a sua parte e jogou só um pouquinho a mais que os poloneses, o suficiente pra ganhar.

Felizmente não tive nada urgente no trabalho e pude assistir aos jogos em paz. Não sei se isso vai durar... Ainda bem que agora vem o final de semana e eu posso ver os jogos na santa paz do meu lar. Ui.



Escrito por Alexandre às 18h19
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É, sou eu de novo

Tentei retomar meu blog por duas vezes, e nas duas vezes o computador deu pau. Escrevo este texto imaginando em que linha ele vai falhar de novo.

De qualquer forma, estou de volta. Sempre volto, mesmo depois de muito tempo - agora foram mais de dois meses sem uma única palavra. Nem vou prometer escrever mais, começa a ficar ridículo. Mas vou dizer que quero escrever mais, sempre mais. E agora começa a ficar repetitivo. Eu sou patético.

Copa do Mundo. Olha, não sou um fanático por futebol, daqueles que pára tudo pra assistir a, por exemplo, Santo André x Bragantino, mas Copa do Mundo é outra coisa. Gosto de assistir a todos os jogos. Todos. Sem exceção. Mesmo aquelas peladas entre times vagabundos, como promete ser Irã x Angola nesta copa.

Não sei explicar, isso simplesmente me faz bem. Fico tranqüilo, em paz, como se tivesse tomado uma caixa de Lexotan. O futebol é o verdadeiro ópio do povo. Bom, pelo menos a Copa é o meu ópio. Mais ou menos como ler gibi do Superman, que era uma das coisas que tornava a minha infância mais feliz.

Meu bloguinho sobre F1, o Cockpit, ficou abandonado, coitado. Ando meio sem ânimo pra atualizá-lo, especialmente depois que o Alonso abriu dois anos e três meses de vantagem para o Schumacher. E o chucrute ainda me apronta aquela malandragem em Mônaco... é desanimador.

Olha, o computador nem deu pau. Deixa eu salvar antes que ele mude de idéia.

I'm back. Back to the old house.



Escrito por Alexandre às 18h20
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Olá, tem alguém aí?

Como faz tempo que eu não escrevo aqui! Acho que tenho dedicado muito tempo ao Cockpit - meu blog sobre Fórmula 1 - e fiquei meio sem saco de postar aqui. Mas voltarei em breve.

Ando viciado no Grand Theft Auto: Vice City, um dos jogos da série GTA. Eu já comentei aqui sobre o GTA III; ou, melhor dizendo, não foi sobre o jogo, e sim sobre como eu o usei pra extravasar certas tensões.

O GTA Vice City é mais do mesmo, e ao mesmo tempo um pouco mais. É nostálgico - a história se passa em uma cidade que lembra Miami, em 1986, e tem uma trilha sonora da época -, é violento - é possível rachar a cabeça de alguém com um martelo ou parti-lo ao meio com uma serra elétrica -, é politicamente incorreto - os haitianos e cubanos moram em bairros empobrecidos e vivem se matando uns aos outros - e é imensamente divertido.

Sinto que meu lado nerd ameaça tomar conta de mim. Preciso... resistir... preciso...

(Trilha sonora da resistência: Joey Ramone - What a Wonderful World, que estou ouvindo agora).

Evoé, bacantes!



Escrito por Alexandre às 15h29
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Novo blog sobre Fórmula 1

Finalmente, resolvi arregaçar as mangas (adoro esses lugares-comuns) e criar o meu bloguinho sobre Fórmula 1, chamado Cockpit (o nome foi uma felicíssima sugestão da Ana Cláudia. Thanks, baby.) O objetivo é falar de todos os assuntos relacionados ao esporte, desde notícias, análises das corridas, fofocas não confirmadas e o escambau.

Assim, meus parcos leitores que odiavam quando eu escrevia longos posts sobre automobilismo ficam poupados desse aborrecimento e quem gosta de Fórmula 1 terá um espaço melhor e mais rico para acompanhar a temporada 2006.

O endereço do blog, pra quem se interessar, é:

http://cockpitvirtual.blogspot.com



Escrito por Alexandre às 12h55
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Post antipático do dia

Pra muita gente, serei um chato, mas eu odeio carnaval. Não consigo entender qual a razão de toda essa folia, de toda essa confusão. O carnaval é a licença oficial para as pessoas serem idiotas. Acredito, inclusive, que uma das razões de nós sermos um país subdesenvolvido está diretamente vinculada ao carnaval. O país inteiro pára durante quatro dias (ou quatro meses, no caso da Bahia - ou seria o ano inteiro, por lá?).

Vejam os países desenvolvidos. Alemanha, Suíça, Noruega. Cadê o carnaval? Não existe. Mas aqui, nos trópicos, onde tudo é permitido - inclusive se permite aos políticos que roubem descaradamente - o carnaval é rei.

Essa alegria artificial, impulsionada pela mídia (que só fala de carnaval nesses dias odiosos), essa "obrigação de ser feliz" me irrita profundamente. Não gosto de carnaval.

Quack. (Piada interna, a Ana vai entender).



Escrito por Alexandre às 12h53
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O bom filho à casa torna

Bom, voltei. Deixa eu tirar as teias de aranha e varrer a poeira, o blog ficou parado tanto tempo...

De qualquer forma, a idéia é só dizer que estou vivo e tentarei (ha!) atualizar o blog com mais freqüência.

Mas só pra relatar uma história curiosa, hoje um colega me mostrou um vídeo de uma antiga lenda urbana: a da sincronização entre "The Dark Side of the Moon", do Pink Floyd, e o filme "O Mágico de Oz". Diz a lenda que a banda teria feito o disco como uma espécie de "trilha sonora alternativa" do filme, e é impressionante como as músicas e letras coincidem com cenas do filme. O truque é o seguinte: logo depois do terceiro rugido do leão que é o símbolo do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (que produziu o filme), coloca-se para rodar o "Dark Side of the Moon". A partir daí, as coincidências são curiosas.

Alguns exemplos:

- A primeira parte de "O Mágico de Oz", enquanto Dorothy está no Kansas, é em preto-e-branco e a duração dessa parte é exatamente a duração do lado A de "Dark..."

- Quando a banda canta o verso "balanced on the biggest wave", de "Breathe", Dorothy está se equilibrando sobre uma cerca.

- O ruído dos despertadores e relógios que introduzem "Time" começa no exato instante em que a personagem Mrs. Gulch aparece pedalando uma bicicleta.

- Quando é cantado o verso "No one told you when to run", em "Time", Dorothy começa a andar num trote, saindo de casa.

- O solo de guitarra em "Time" é reproduzido no exato momento em que se lê, na carroça do adivinho que Dorothy encontra, as palavras "Past, Present and Future".

- A segunda parte de "Breathe", que começa com o verso "Home, home again" toca no momento em que Dorothy resolve voltar pra casa.

- "The Great Gig in the Sky" começa a tocar no exato instante em que começa o furacão, e as evoluções vocais da música se encaixam perfeitamente com o ritmo das cenas. Quando Dorothy é atingida por uma janela e cai desmaiada, o vocal de Clare Torry fica mais suave e tranqüilo.

- "The Great Gig in the Sky" encerra o lado A do disco e a primeira parte do filme, em preto-e-branco. Quando Dorothy abre a porta de casa e o filme fica colorido, ouvimos o som das caixas registradoras que inciam "Money".

- Os anões Munchkins dançam exatamente no ritmo de "Money".

- Em "Us and Them", quando a banda canta "black...", aparece a Bruxa Má do Oeste; quando cantam "... and blue", a cena muda para Dorothy, que usa um vestido azul. Na mesma música, quando eles cantam "and who knows which is which", a Bruxa Boa confronta a Bruxa Má ("which is which" ou "witch is witch", sacou? hein? hein?) ;-)

- Os Munchkins também dançam precisamente no ritmo de "Us and Them".

- A música "Brain Damage" começa no exato instante em que, no filme, o espantalho começa a cantar "If Only I Had a Brain".

- Quando o espantalho sai de seu posto e começa a andar atabalhoadamente, ouve-se o verso "the lunatic is on the grass", de "Brain Damage".

- No final de "Eclipse", quando se ouvem as batidas do coração, é exatamente o momento em que Dorothy tenta saber se o Homem de Lata tem um coração.

E por aí vai, essas são apenas algumas das coincidências. Claro que a banda negou qualquer relação entre o disco e o filme, mas a lenda permanece, e o pior é que as coincidências funcionam, é só fazer o teste... (Sei que a Ana e a Keka jamais farão esse teste, ambas detestam tanto o Pink Floyd quanto o filme, hehe).

Volto em breve com mais esquisitices do mundo bizarro do Aftas Ardem.



Escrito por Alexandre às 20h19
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Oscar 2006

Saiu a lista dos indicados ao Oscar 2006. Nenhuma grande surpresa, já que as premiações anteriores ao Oscar tinham revelado os favoritos. Desde que a Academia de Hollywood decidiu mudar a data da premiação, aliás, ficou relativamente fácil prever os indicados.

Alguns detalhes, porém, se destacam: King Kong só foi indicado em categorias técnicas, mostrando que a concessão feita à trilogia de O Senhor dos Anéis foi apenas circunstancial. E a pretensão brasileira de indicar Dois Filhos de Francisco para melhor filme estrangeiro deu, como era de se esperar, com os burros n'água. Curioso é que, dentre os cinco indicados a melhor filme, nenhum pode ser chamado de blockbuster ou de megaprodução - com a possível exceção de Munique, de Spielberg, os outros são filmes "menores" ou feitos por estúdios mais independentes; talvez um recado da academia aos grandes estúdios?

De qualquer forma, vamos aos meus palpites, que serão restritos às categorias principais - afinal, seria querer demais que eu palpitasse em categorias como "Melhor Documentário em Curta-Metragem". Se você quiser saber a lista completa, clique no link ali em cima ou aqui.

FILME

Embora O Segredo de Brokeback Mountain saia na frente com grandes chances (foram oito indicações no total), não se deve desprezar o caráter conservador dos membros da Academia, que poderiam achar um filme sobre caubóis gays um pouco ousado demais. Com isso, Boa Noite e Boa Sorte, dirigido por George Clooney, tem algumas chances, mas minha aposta é mesmo nas bibinhas na terra de Marlboro.

DIRETOR

A briga é entre Ang Lee e George Clooney, com o primeiro como favorito. Mas pode sobrar algo pra Clooney, como prêmio de consolação. Aposto em Lee.

ATOR

Aposto em Philip Seymour Hoffman, por sua interpretação do escritor Truman Capote em... Capote. Mas aqui a briga é um pouco mais acirrada, já que Joaquin Phoenix tem chances pelo papel do cantor Johnny Cash em Johnny e June, assim como Heath Ledger, uma das bibas em Brokeback.

ATRIZ

Felicity Huffman, no elogiadíssimo papel de uma transexual em Transamerica, é favorita disparada, mas Reese Witherspoon está no páreo pelo papel da esposa de Johnny Cash em Johnny e June - e ela também levou um Globo de Ouro, junto com Huffman, ainda que em categorias diferentes. O que não ajuda Huffman é o fato de Transamerica ser um filme independente, pequeno, que pouca gente viu.

ATOR COADJUVANTE

Aqui eu confesso que estou perdido. Não consigo ver um favorito disparado, mas vou chutar e dizer que Paul Giamatti leva o prêmio por sua interpretação do empresário de boxe em A Luta pela Esperança (aliás, Russell Crowe foi solenemente ignorado pra melhor ator, o que não deixa de ser um tanto quanto injusto).

ATRIZ COADJUVANTE

Aqui vai dar Rachel Weisz, uma das melhores coisas (mas não a única) de O Jardineiro Fiel. Aliás, o filme de Fernando Meirelles obteve boas quatro indicações - além de atriz coadjuvante, roteiro adaptado, edição e trilha sonora. Pena que o próprio Meirelles não tenha sido indicado, já que o trabalho dele foi muito bom.

ROTEIRO ORIGINAL

Esta categoria é mais aberta a especulações, mas eu aposto em Crash - No Limite, escrito e dirigido por Paul Haggis, que já faturou como roteirista em Million Dollar Baby, no ano passado. Boa Noite e Boa Sorte também tem chances.

ROTEIRO ADAPTADO

O Jardineiro Fiel tem alguma chance aqui, mas aposto em O Segredo de Brokeback Mountain. Eu também não descartaria Marcas da Violência, mas com menos chances.

FILME DE ANIMAÇÃO

A briga é curiosa aqui: o mestre da animação oriental, Hayao Miyazaki (de O Castelo Animado) contra o resgate da tradicional animação stop-motion, representado por A Noiva-Cadáver, de Tim Burton. Aposto neste último, no mínimo porque Miyazaki já levou um Oscar de animação pra casa, com o excepcional A Viagem de Chihiro.

DOCUMENTÁRIO

Não tenho a mínima idéia de qual é a dos outros concorrentes, mas eu aposto todo o meu dinheiro na vitória de A Marcha dos Pingüins, o documentário mais elogiado (e de maior sucesso de público) do ano passado. Se há um favorito-quase-ganhador no Oscar deste ano, é este filme. 

FILME ESTRANGEIRO

A briga parece ser entre Joyeux Noël, da França, e Paradise Now, da Palestina - este último é polêmico por mostrar o cotidiano de homens-bomba, e foi visto por muitos como um libelo político, o que tenderia a diminuir suas chances entre os muitos judeus que compõem o topo da pirâmide social hollywoodiana, mas como ele ganhou o Globo de Ouro, tem boas chances. Ainda acho que Joyeux Noël ganha.

E chega, que eu já estou cansado de escrever e quem estiver lendo isto deve estar cansado de ler. Especulações vão pulular em todas as rodas de conversa sobre cinema daqui até março, quando ocorrerá a cerimônia do Oscar, então talvez eu volte ao assunto.



Escrito por Alexandre às 13h02
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Les Parapluies de Cherbourg

Tá, eu admito, o título deste post não tem nada a ver com o conteúdo. É que essas palavrinhas estavam entrincheiradas na minha cabeça e eu tinha que usá-las como título de um post, sei lá por quê.

Na verdade, "Les Parapluies de Cherbourg" é um filme francês de 1964, estrelado pela Catherine Deneuve, e que chegou a ganhar uma Palma de Ouro no Festival de Cannes. É - pasmem! - um musical em que todos (eu disse todos) os diálogos são cantados, assim como no terrível Evita (eu evitei) estrelado por Madonna. Não sei porque esse título ficou rolando entre os meus neurônios nestes últimos dias, já que eu nem assisti ao filme; talvez pela sonoridade das palavras. Dizem que o filme é bom, mas eu tenho medo, muito medo.

De qualquer forma, o post é pra dizer que estou vivo e que tenho planos de migrar meus pobres escritos sobre Fórmula 1 para um outro blog, independente do Aftas Ardem. Sei que alguns dos meus leitores apreciam o nobre esporte automobilístico, mas outros bocejam de tédio quando aparece um comentário sobre F1, então me parece uma boa idéia migrar essas divagações para um blog específico, especialmente agora, quando a temporada 2006 se aproxima e há algumas novidades e... ok, fica para o outro blog.

Mas o Aftas continuará, descerebrado e sem noção como sempre.

E mais uma tirinha pra animar nossos leitores:



Escrito por Alexandre às 17h42
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Cuidado com os homens mortos

Eu e um velho amigo resolvemos botar em prática uma idéia que surgiu há algum tempo: criar um blog só sobre rock'n'roll. A idéia é colocar comentários sobre discos ou bandas de que gostamos, e talvez algo de que não gostamos também, só pra apimentar um pouco o espaço.

Quem gostar do tema, é só passar no Deadmen and Lollypops. E ficar à vontade pra comentar.



Escrito por Alexandre às 19h56
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Alexandre
Fortaleza/ce. Em busca das palavras perfeitas.

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